Entre Infectados
    Às Vezes Temos Que Lutar Para Sobreviver!

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Capítulo 2

Infectados viram rotina

Eu ali, correndo como um louco no meio de uma rua até então deserta, me deparo com uma criatura incomum, e uma pessoa desesperada e em prantos. Ali presenciando aquela cena, o ser incomum relatado, com certeza era um infectado, percebi pelo movimento por ele realizado de tempos em tempos, um pequeno balanço de cabeça, realizado ao andar, além de olhos fixados em sua possível vítima.
Aquela pessoa ali parada, em prantos, era envolta por uma escuridão extrema, me impossibilitando destinguir seu sexo, ou características. O infectado o seguia rapidamente, e eu já me preveni, peguei uma barra de ferro que estava perto de uma lixeira e me preparei para o pior.
Enquanto eu pegava o ferro, deu-se início o ataque, o infectado o atacava com as unhas, desferia golpes e soltava um urro assustador durante esse "processo". Aquela pessoa parecia estar indefesa. Tentei ajudar. Corri com a barra na mão na direção dos dois. Ambos perceberam minha ação, e o infectado rapidamente mordeu sua vítima, que desmaiou num ato súbito ao que eu acreditava ser sua precoce morte.
Ali estava eu, parado em confrontamento com uma espécie de zumbi, um pouco mais elegante, mais rápido, mais brutal e assustador! Pensei no que eu deveria fazer, sua mordida me mataria, ou seja, o mínimo a ser feito seria manter sua boca distante da minha. Enquanto pensava, vi um vulto vindo em minha direção, como aquele ser poderia andar tão rápido? Ataquei-o com o bastão, na direção das pernas. Em alta velocidade, o infectado caiu, e eu, absorvido pelo medo e perdido de todos os meus anos de lutas e confrontos marciais, tudo o que eu tinha em mente sobre como usar um bastão eficientemente se esvai, como a vida daquela pessoa que estava caída perto de mim. Golpeei aquele zumbi o mais forte que pude, mas de nada adiantou, até que entre uma das pauladas que eu desferia, o atingi na cabeça, que parecia ser mais frágil que o comum. Estaria explicado o seu tique nervoso? Talvez.
Após matar meu primeiro infectado, não me veio um sentimento de culpa, nem mesmo um pequeno peso na consciência, o que realmente senti foi um alívio, isso é realmente estranho, algumas vezes em minha vida já tinha chegado a pensar que poderia ser um psicopata, mas não creio muito nessa hipótese, aquele infectado tentou me atacar, apenas revidei.
Olhando atentamente para a pessoa caída ao chão, morta, reparei que era um senhor, que não possuía uma das mãos, examinei sua pulsação. Estava morto.
Depois daquela assustadora e aliviante situação, continuei meu caminho, mas antes que eu pudesse virar a rua em qual estava, escuto um urro, como de um urso doente, se esforçando para dar o máximo de si ao gritar. Olho para trás e me deparo com o tal senhor, correndo em minha direção. Mesmo com o bastão na mão, não tive dúvidas de que tinha que correr, correr muito, aqueles olhos fixados em mim não era uma coisa comum, aliás, eram apenas olhos normais, mas tão fixados que causavam pânico.
Corremos por aproximadamente meia hora até que o sujeito caiu, num ato rápido o ataquei como pude, o pisoteei e lhe bati na cabeça com o bastão, estava ali uma ótima oportunidade para examinar um ser daqueles mais de perto, fui me aproximando e reparando algumas coisas.Algo que me intrigou bastante fora o expasmo muscular sofrido por ele, diferente do outro infectado, era na região do antebraço, justamente no braço direito, no qual lhe faltava uma mão. Seu corpo é exatamente como um corpo comum, a não ser pelo expasmo altamente ativo. Afastei-me, o pouco que olhei havia me fornecido alguma coisa. Agora meu plano era chegar no FR-42 ainda vivo. No caminho, vi uma caminhonete preta no acostamento, estava vazia, porém acesa por dentro, e seu motor roncava, com o barulho indicando "Estou Ligada". Se o mundo estivesse normal, o que fiz seria considerado roubo, mas com aquelas circunstâncias, nada mais é do que segurança, estou pegando um carro de alguém incapaz de dirigir, por isso, me despreocupei um pouco.
Eu estava um pouco abalado, confesso, porém aquela situação me intrigava. Algum lugar no mundo deveria estar a salvo, além da minha ilha, lógico. Lá estava eu indo em direção à ela, naquela caminhonete roubada. Antes de entrar nem tinha me dado conta que era um caminhonete modelo Ford F-250, a qual sempre fui apaixonado, ainda mais numa cor preta, com faróis azúis. Só me restava ligar o rádio para me sentir em um filme de suspense, ou terror, como quiser. Portanto o fiz, sintonizei a rádio. Todas as estações estavam mudas, apenas em uma consegui ouvir uma voz gritando ao fundo "Pare por favor, pare, pare aaaaaah!" e um som ainda mais alto, algo como um rugido, semelhante ao dos infectados que vi, porém, mais grave. Logo me dei conta do que era.
Ao assustar psicologia, sabia que numa situação como essas, eu tinha que manter a calma, e os fatos não estavam contribuindo pra isso. Após aquela rádio sair totalmente do ar, procurei por entre os cds que estavam no carro, provavelmente do antigo dono, e achei um que me interessava: AC/DC.
Fui escutando o cd enquanto passava pela pequena estrada que ligava a cidade ao porto. Resolvi abrir o porta luvas do carro, pra conhecer o meu "amigo" que me cedera a caminhonete, achei seus documentos, e vi logo que era um ex-militar, fiquei ainda mais triste e assustado, triste porque sempre quis ser militar, e assustado por saber que nem o exército fora capaz de conter esses monstros. Não me deparei com infectados no caminho, apesar da sorte, achei estranho, pois bem, segui meu caminho. Chegando no porto, de longe avistei o FR-42, juntamente com ele algo que não agradou muito minha vista. Meu primeiro contato com um bando de infectados, que pareciam procurar incessantemente algo que estava dentro da lancha.
Tinha que fazer algo, o FR era o meu companheiro, aquele que sempre estava comigo na ilha e me ajudava quando precisava, apesar da raiva que sentia dentro de mim, tinha que ser sutil, cauteloso, procurei por algo que pudesse me ajudar no carro. Dentro dele, nada, tive que sair. Saí do carro sem fazer barulho, deixei até mesmo a porta aberta, pois não sabia qual a capacidade daqueles bichos me localizarem à distância. Abri o protetor que envolvia a carroceria.
Naquela hora, não sabia se chorava de emoção, pulava de alegria ou babava admirado. Encontrei com um estoque de múltiplas armas e munições, dentre elas, uma que no momento poderia chamar de "amor", nada menos que uma M134, conhecida popularmente como MiniGun, uma metralhadora multi-canos que despara de 2000 a 6000 tiros por minuto! Antes de sair atirando em zumbis como louco, pensei no que fazer e cheguei a uma conclusão: Atirar Como um Louco! Mas antes disso tinha que chamar a atenção deles, se eu chegasse mais perto, o risco de acertar meu FR seria altíssimo, então pensei numa coisa, aumentar o volume do som que estava tocando. Ajustei o CD Player, aumentei o volumei e esperei os babacas, que a festa comece!
Naquele porto estava eu, ao som da música T.N.T. de uma das melhores bandas de rock do mundo, aguardando a chegada de infectados, com nada mais, nada menos do que uma MiniGun totalmente carregada nos braços. Essa com certeza é uma cena que jamais sairá da minha cabeça.
E a festa começou, lembro que ao começar, a música tocava:

"See me ride out of the sunset
(Veja-me sobreviver ao pôr-do-sol)
On your color TV screen
(Na sua TV colorida)
Out for all that I can get
(Pronto pro que der e vier)
If you know what I mean"
(Se é que você me entende)

Quanto mais a música tocava, mais eu massacrava infectados com tiros de metralhadora, tentem isso um dia, com certeza será uma das melhores sensações pela qual vocês irão passar. Após vários zumbis mortos, e várias balas pelo chão, eu estava prestes a matar os últimos infectados, e me empolguei com a parte final da música e cantei junto:

"Cause I'm TNT, I'm dynamite
(Porque sou T.N.T., sou dinamite)
TNT, and I'll win the fight
(T.N.T. e vou vencer a luta)
TNT, I'm a power load
(T.N.T. sou poderoso)
TNT, WATCH ME EXPLODE!!!"
(T.N.T. ME VEJA EXPLODIR!!!)

Poucos segundos após esse momento, a música chega ao fim, só então me dei conta de quantos monstrinhos tinha matado, aquele chão infestado de cadáveres, semelhantes a bactérias, alguns ainda mexendo um pouco, mas não causariam mais problemas. Após tudo isso, guardei a MiniGun, subi na caminhonete e fui para o FR-42, transportar-me para a ilha, onde poderia ficar pelo menos 6 meses...

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